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Cultura

Clássicos na Pinacoteca tem recital de Música Poética

19/02/2019 08:50
Contando com a voz de Carla Knijinik, o oboé de Érico Marques e o piano de Larissa Camargo, o projeto Clássicos na Pinacoteca (rua Duque de Caxias, 973 - Centro Histórico) apresenta o Recital de Música Poética. Será nesta terça-feira, 19, a partir das 18h30, no auditório Brianne Bicca. O ingresso é uma contribuição espontânea e a lotação da sala é de 50 lugares.

No Recital será apresentado o que havia de mais sutil e belo no período romântico da História da Música: o estilo Lied. Peças curtas e de caráter extremamente melódico, com harmonias simples e dinâmicas contrastantes, que podem ser bem definidas pela intensidade emotiva. Os compositores mais conhecidos deste estilo foram: Franz Schubert, Robert Schumman, Clara Schumman, Felix Mendelssohn e Johannes Brahms. Na primeira parte do Recital serão apresentados cinco dos mais conhecidos Lieder compostos por Franz Schubert, executados pela soprano Carla Knijinik e pela pianista Larissa Camargo.

Na segunda parte, o oboísta Érico Marques e Larissa Camargo executarão os “Três Romances para Oboé e Piano” de Robert Schummann, Op. 94. Por fim, na terceira parte, serão executadas cinco Lieder específicos para o piano, conhecidos também como “Canções sem Palavras”, de Felix Mendelssohn, Op. 19 e 30, executados por Larissa Camargo.

Clássicos na Pinacoteca
Recital de Música Poética
Carla Kniknik (soprano),
Érico Marques (oboé)
Larissa Camargo (piano)

Pinacoteca Rubem Berta
Rua Duque de Caxias, 973 - Centro Histórico
19 de fevereiro de 2019, terça-feira, 18h30
acervo@smc.prefpoa.com.br / (51) 3289 8292
ingresso: contribuição espontânea (lotação: 50 lugares)

Programa do Recital Música Poética
Soprano: Carla Knijinik
pianista: Larissa Camargo
Franz Schubert  – Lieder
Ganymed
An die Musik
Ständchen
Die Forelle
Du biest die ruh
Gretchen am spinnrad

Robert Schumann
oboé: Érico Marques
piano: Larissa Camargo
Três Romances para Oboé e Piano, Op. 94.

Félix Mendelssohn
Canções sem Palavras para piano solo.
piano: Larissa Camargo
Op. 19,nº 1
Op. 102,nº 3
Op. 30,nº3
Op. 30,nº 6
Op. 30,nº4

Carla Knijnik - Tem formação acadêmica pela Universidade de Tel Aviv, Israel; licenciada em Canto pela UFRGS e pós-graduada pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Em 2009, ingressou na Buchmann-Mehta School of Music, dirigida pelo renomado maestro Zubin Mehta, em Tel Aviv - Israel, onde foi agraciada com uma bolsa de estudos por excelência. Foi orientada pelas professoras Tamar Rachum e Mira Zakai. Na Universidade de Tel Aviv, participou de diversos concertos e produções de ópera, como Die Lustige Witwe, A Flauta Mágica e Ariadne Auf Naxos, como protagonista. Teve a oportunidade de trabalhar com importantes nomes da música israelense, como Yuval Zorn, Yi-An Xu, Ronen Borchevsky e Zeev Dorman. Em 2015, de volta ao Brasil, passou a atuar como cantora litúrgica na Sociedade Israelita Brasileira de Cultura, onde participou de diversos concertos por todo o Brasil. Em 2016 e 2017 foi solista da produção da Missa do Orfanato de Mozart, produzida pela UFRGS, com apresentações no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, e Theatro Guarany, em Pelotas. Desde 2018 é diretora do Studio Knijnik, escola de música voltada para o ensino da música com qualidade e excelência.

Érico Marques -  Natural de Goiânia, Goiás, iniciou seus estudos musicais aos 8 anos de idade e o primeiro contato com o oboé foi aos 10 anos, porém, pela falta de professor na cidade, Érico só conseguiu ter aulas regulares do instrumento aos 14 anos de idade, quande viajava à Brasília para fazer aulas com José Medeiros (primeiro oboé do Teatro Nacional de Brasília). Em 2011, aos 17 anos foi vencedor do I Concurso Nacional de Oboé na categoria juvenil, que ocorreu durante o 6º Femusc. No mesmo ano mudou-se para São Paulo onde foi orientado pelo professor Arcádio Minczuk durante o Bacharelado em oboé na UNESP. Dois anos mais tarde, 2013, deixou a universidade para ser bolsista da Academia de Música da OSESP onde foi orientado por Joel Gisiger. Em 2015, venceu um dos prêmios do Concurso Eleazar de Carvalho que acontece durante o Festival de Campos do Jordão o que possibilitou um intercâmbio de três meses na Royal Academy Of Music (UK) no qual teve aulas regulares com Cília Nicklin. Em 2016 foi admitido como primeiro oboé na Orquestra Sinfônica de Goiânia. Em 2017 foi admitido como oboé da Orquestra Filarmônica de Goiás e atualmente é oboísta da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

Larissa Camargo -  Natural de São Paulo e filha de músicos, Larissa Camargo começou seus estudos de piano na infância. Atualmente, aos 23, está se formando em Bacharelado em Piano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a orientação de André Loss. Participa ativamente de vários festivais do Brasil, tento aulas intensivas com grandes nomes do piano: Olinda Alessandrini (BRA), Luciana Sayure (BRA), Alexandre Dossin (EUA), Nariaki Sugiura (EUA), dentre outros. Sempre elogiada pela sua musicalidade, destaca-se dentro da Universidade e nos festivais pela sua ótima interpretação em Mozart, Liszt e Camargo Guarnieri. Participa como pianista convidada de orquestras sinfônicas do estado como: Orquestra de Gramado, Orquestra da Ulbra, Ospa Jovem. Realizou diversos recitais solos no Rio Grande do Sul e também em São Paulo. Participa de grupos de música de câmara como pianista, tendo inclusive tocado com grandes músicos do Estado e do Brasil. Por último, participou da gravação de um CD e DVD do projeto “Contos Musicais”, criado por Francisco Hauck no estúdio Audio Porto. Além disso, é constantemente convidada como intérprete para executar obras inéditas de jovens compositores premiados em concursos de nível internacional.
 
Apresentação do tema
O Movimento Romântico europeu, historicamente concentrado entre 1780 e 1830, foi uma forte reação ao racionalismo iluminista, desbravando para as artes e para a literatura em geral o universo das emoções. As suas bases criativas assentaram-se no sonho, na fantasia e no sentimento, proporcionando uma explosão de obras-primas que exploraram quase que à exaustão as mais diversas sensibilidades humanas.

Franz Peter Schubert nasceu próximo a Viena (1797), tendo escrito cerca de 600 canções, óperas, sinfonias e sonatas, entre outros trabalhos. É considerado um dos maiores compositores do século 19, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico. Revelou-se exímio compositor de um gênero que aperfeiçoaria: o lied, a canção lírica. Em um ano, compôs cerca de 150 lieder, baseados em textos de Shakespeare, Heinrich Heine e Goethe, entre outros autores. Essas canções fariam enorme sucesso de público e de crítica, a ponto de seu autor ter sido considerado, posteriormente, o maior poeta lírico da música universal.

Felix Mendesssohn Bartholdy (Alemanha, 1809-1847) foi ele próprio um virtuoso do piano. A sua música requer uma grande fluência técnica, mas, de um modo geral, o estilo é elegante e sensível, pouco dado à violência ou ao excesso da bravura. As suas obras para piano que gozaram de maior popularidade foram as 48 peças breves, publicadas a seis volumes sob o título genérico de “Canções Sem Palavras” ou “Lieder”. O título em si é bem característico do período romântico. Nas obras de Mendelssohn encontramos uma harmonia simples, porém intensa e apaixonante, sob uma melodia refinada com motivos marcantes.

Robert Schumann (Alemanha, 1810-1856), virtuoso pianista desde jovem, tornou-se exclusivamente compositor depois de sofrer deformação num dos dedos da mão direita, projetando-se como um dos maiores nomes da música alemã no gênero Lied e Romance. Os títulos, tanto das coletâneas, como de cada uma das peças, sugerem a intenção de Schumann: sua música não era considerada simplesmente uma sequência de sons e sim, de algum modo, ela evocava fantasias poéticas extramusicais e fazia transposições de formas literárias para o domínio da arte musical. Esta atitude era característica da época. As suas composições transmitem, mais plenamente do que a de qualquer compositor a profundidade, as contradições e as tensões do espírito romântico; é alternadamente ardente e sonhadora, veemente e visionária, caprichosa e erudita.

 

Cleber Saydelles

Andrea Brasil