Estamos migrando o conteúdo do antigo portal da PMPA. Se não encontrar o que está procurando, tente visitar o site antigo (link abre em nova janela).
Saúde

Ação pelo Dia dos Namorados realiza mais de 3 mil exames

14/06/2019 17:21
Robson da Silveira/SMS PMPA
SAÚDE
Durante dois dias, espaços com exames gratuitos ficaram disponíveis à população no Largo Glênio Peres

Um total de 3.116 exames de HIV, sífilis e hepatites B e C foram realizados em 779 pessoas durante a campanha Espalhe amor. Compartilhe cuidado, motivada pelo Dia dos Namorados. A ação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no Largo Glênio Peres ofereceu testes rápidos para detectar doenças sexualmente transmissíveis e, em caso de contágio, dar início ao tratamento. 

Durante dois dias, 12 e 13, seis espaços com exames gratuitos e sete consultórios de atendimento ficaram disponíveis à população, com resultados em apenas 30 minutos e orientações de profissionais da área da saúde. A ideia foi aproveitar a data para estimular o cuidado com a própria saúde e de quem se gosta. No local, foram distribuídos preservativos masculinos e femininos, orientações de prevenção e atividades interativas.

"A campanha de conscientização destacou a importância dos testes rápidos para identificar a presença de infecções sexualmente transmissíveis", afirma a assessora técnica da área de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SMS, Adriane Friedrich, enfatizando a importância de usar preservativo na relação sexual, já que a camisinha ainda é o método mais seguro para evitar a transmissão.

Os testes rápidos também são disponibilizados à população nas unidades de saúde de referência, incluindo pessoas em situação de rua.

HIV/Aids - HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, diminuindo as defesas do corpo e causando a Aids. Toda pessoa que tem o HIV pode passar o vírus para outras pessoas, mas nem toda pessoa que tem HIV tem Aids. A Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e é causada pelo vírus HIV. Como o vírus ataca as células de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a problemas mais graves, como tuberculose ou câncer. Toda a pessoa que tem Aids tem o vírus HIV.

Conforme informações da Equipe de Doenças Transmissíveis da Vigilância em Saúde, no ano de 2018 foram diagnosticados e notificados 1.267 casos de infecção pelo HIV em Porto Alegre (641 casos de HIV e 626 casos de Aids). Dos casos de Aids de 2018, 359 (57%) são do sexo masculino e 267 (43%) do sexo feminino. Dos casos de HIV, 408 (64%) são do sexo masculino e 233 (36%) do sexo feminino.

A taxa de detecção vem caindo gradativamente no país, em estados e municípios. Ainda assim, no ano de 2017 o Rio Grande do Sul foi o 3º estado com mais casos novos de Aids por ano e Porto Alegre, há mais de cinco anos, ocupa o 1º lugar como a capital com mais casos novos de Aids por ano.

Sífilis - A sífilis é transmitida por uma bactéria e tem três fases de desenvolvimento, podendo inicialmente não apresentar sintomas. Se não for tratada, no entanto, pode comprometer vários órgãos, como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. A doença é transmitida na relação sexual sem camisinha, compartilhando agulhas ou seringas ou da mãe infectada para o bebê, durante a gravidez ou no parto, nesse caso chamada de sífilis congênita, que pode causar aborto, má formação do feto e até a morte do bebê. A doença tem tratamento e pode ser prevenida com o uso de preservativo.
 
De acordo com boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde, no nível nacional e estadual, Porto Alegre se destaca pela elevada taxa de detecção, ocupando, no ano de 2017, o 1º lugar no ranking das capitais com mais casos novos de sífilis congênita por ano, o 6º lugar com mais casos novos de sífilis em gestante por ano e o 8º lugar com mais casos novos de sífilis adquirida por ano.

No ano de 2018, Porto Alegre apresentou 2.325 casos de sífilis adquirida, 553 casos de sífilis em gestante e 486 casos de sífilis congênita. Dos 2.325 casos de sífilis adquirida, 1.206 (52%) são do sexo masculino e 1.119 do sexo feminino (48%). Em relação à faixa etária, a maior parte das notificações de sífilis adquirida ocorreu em indivíduos de 15 a 24 anos e de 25 a 34 anos.

 

Vanessa Conte

Gilmar Martins

Acompanhe a prefeitura nas redes